raquelferreiraraquelferreirahttps://www.raquelferreira.pt/blogSão Valentim]]>Raquel M Ferreirahttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2019/02/11/S%C3%A3o-Valentimhttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2019/02/11/S%C3%A3o-ValentimMon, 11 Feb 2019 10:03:40 +0000
Logo a meio do mês de Janeiro começa-se a ouvir falar do dia dos namorados. Fala-se em presentes, lançam-se edições especiais referentes ao tema e de repente, há sempre alguém que conhecemos a falar do assunto.
Este é uma data comercial, que foi ganhando destaque com o passar do tempo e que, para quem não tem par se torna num dia negativo ou até mesmo de balanço.
São muitos os casais que dão especial atenção a esta data, planeando momentos especiais, algumas vezes de forma a apimentar a relação.
Mas e quando não existe um par? Quando não estamos felizes com a nossa vida amorosa? Quando nos sentimos sozinhos? Quando não temos ninguém com quem partilhar este dia?
Na nossa vida temos várias áreas que valorizamos e que, nos fazem construir de alguma forma planos. Estudamos em prol de uma carreira, trabalhamos de forma a conquistar independência e queremos uma relação sob vista à construção de família.
Ainda que tenhamos planos e ideias definidas, nem sempre as coisas correm como esperamos ou expectámos, sendo a área amorosa uma delas. Seja porque não encontramos o par ideal, porque não estamos emocionalmente disponíveis e/ou porque por várias razões determinada relação não deu certo.
Na maior parte do tempo, lidamos bem com este facto e aceitamos que ainda não chegou o momento ou a pessoa certa. Vamos apostando noutras coisas importantes, seja a nível profissional ou social.
Em fevereiro com a chegada do dia dos namorados, e por esta data ser fortemente comercial, para além dos planos e conversas do nosso grupo social chegam também os anúncios e as campanhas de marketing que chamam a atenção para determinados produtos e que, vêm na sua maioria acompanhadas de fotografias românticas com casais sorridentes e apaixonados.
Isto faz com que, aqueles que não têm par sejam agora confrontados com esta realidade, colocando-se em perspectiva sentido-se desenquadrados do espírito que “se espera” que todos vivam nesse dia. De repente, algumas pessoas sentem-se estranhas por estarem em sítios em que todos parecem apaixonados.
Estes são dias que evidenciam sentimentos de vazio, solidão e tristeza seja para solteiros como também evidenciam a dor de quem está a passar por um desgosto amoroso.
A verdade é que, somos nós que temos o poder de contrariar esta tendência e afastar os sentimentos negativos que de repente nos invadem por estes dias.
Como posso sentir-me menos triste? O que fazer? Existem programas para solteiros? Confira as dicas que tenho para si!
Dicas:
Organize um plano - Se este é um dia que ficar em casa sozinho/a o fará sentir-se triste, organize alguma coisa com amigos. Por norma conhecemos sempre alguém que está na mesma “condição” ou até alguns casais que não comemoram a data. Se quiser, também pode desenhar um plano para fazer sozinho/a, a única regra é sentir-se bem;
Aproveitar o tempo - Há quanto tempo está para ver aquele filme ou série que tanto gosta? Há quanto tempo não tem tempo de qualidade para fazer algo de que gosta? Este pode ser o dia para o fazer, o dia para cuidar de si. Seja em fazer algo que tem andado à adiar ou, para por em prática algumas actividades que gosta mas que não faz (ex: ver um filme, correr, cozinhar, ler, escrever, entre outros);
Cuide de si, mime-se - Esta pode ser mais uma altura em que se coloca em primeiro lugar e satisfaz as suas necessidades. Marque uma massagem relaxante, faça um spa caseiro com um relaxante banho de espuma (há imensos sais que pode utilizar), marquem a ida ao cabeleireiro, enfim, as opções são várias. Se quiser e sentir necessidade, ofereça um presente a si próprio/a, recompense-se;
“refugie-se” de pensamentos negativos - Por vezes estas alturas, levam-nos a pensar em relações passadas, em relações que gostávamos de ter, relembrar momentos ou visualizar fotografias antigas. Isto faz com que fiquemos mais sensíveis;
Não se culpe - Por muito que façamos planos e/ou conhecemos estratégias para ultrapassar este dia, nem sempre é fácil. Se sentir vontade de chorar, se sentir triste e/ou prestes a “desabar” não faz mal, aceite isso. Não faz mal ficarmos tristes, termos vontade de chorar ao relembrar momentos, às vezes “deitar fora” o que nos magoa ajuda. Procure alguém para conversar se assim o entender, um amigo e/ou um familiar
Acima de tudo lembre-se que o dia de S. Valetim é só um dia e ao contrário de tudo aquilo em que vos possam fazer crer, não se sintam excluídos por não estarem “super felizes” e não se sentirem plenamente correspondidos no amor, não estão sozinhos.
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Terapia de Casal]]>Raquel M Ferreirahttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/terapiadecasalhttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/terapiadecasalMon, 14 Jan 2019 13:42:02 +0000
Porque não me sinto feliz? Como melhorar a relação? Como sei que esta é a relação de que preciso? Onde teremos falhado? A Terapia de Casal pode ser uma opção? Resulta? Como funciona? Quando procurar? Teremos salvação? Será que gostar é suficiente?
Estas são algumas das muitas perguntas que surgem associadas a um relacionamento e que importa responder.
Uma relação, seja de que tipo for, é uma construção em constante progresso o que quer dizer que, é preciso investir, cuidar e mimar ao longo do tempo, respeitando e aceitando as diferentes fases a que esta está sujeita.
Um dos aspectos que muito se ouve falar para que uma relação resulte e se traduza em felicidade e bem estar é a necessidade de haver espaço do casal, bem como, tempo e espaço individual para cada elemento certo?
Em primeiro lugar, as relações não têm regras e/ou medidas mais certas de que outras, cada relação é uma relação e por isso, é única e especial. Ainda assim é quase impossível falar de relacionamentos sem tocar em assuntos como: ciúmes, dificuldades conjugais, sexualidade, separação e/ou divórcio.
De acordo com um estudo da fundação Francisco Manuel dos Santos (pordata), Portugal é o país da Europa com maior número de divórcios, indicando que por cada 100 casamentos há 70 divórcios, sendo estes dados referentes a casamentos do passado e divórcios do presente.
Sabe-se ainda que o divórcio é sazonal e com isso, os números aumentam significativamente em dois períodos, sendo o primeiro entre os meses de Janeiro e Março e o segundo, entre Julho e Agosto.
A verdade é que estamos a falar de duas alturas distintas mas que têm aspectos em comum, nomeadamente o facto de ambas serem épocas de balanço seja pelo início de um novo ano ou, pelo fim das férias de verão tipicamente associadas ao conceito de família e, onde muitos casais tentam dar a volta a uma relação que não tem tido um balanço positivo sem sucesso.
Estas são alturas, especialmente as férias de verão em que os casais convivem mais tempo, tentado com isso, melhorar alguns aspectos da sua relação. No entanto, por estarem de férias em família e ao passar muito mais tempo do que o normal juntos, evidenciam-se também alguns conflitos e/ou quezílias, formas de estar e pensar divergentes que faz com que exista maior números de discussões e/ou discórdias.
Dicas para um relacionamento feliz
1 - Respeitar a história de cada um. Todos nós temos um passado, uma história. Crescemos numa determinada família, regida por normas, regras e valores próprios que aceitamos como nossos. Na convivência com o outro vamos encontrado semelhanças e pontos divergentes que nos obrigam a reestruturar e com isso, criar um novo modelo. Este trabalho conjunto, leva tempo sendo preciso dedicação, vontade, paciência e respeito;
2 - Ser simpático, carismático e empático. O início de uma relação é sustentado nestas três características importantes e que por vezes ao longo da relação vamos descurando. É preciso que estejamos disponíveis para ouvir e compreender com o coração antes de julgar, e quando não estamos é importante que o outro compreenda isso também. Ou seja, uma relação é um trabalho de equipa onde é preciso reconhecer e compreender as necessidades do outro;
3 - Eliminar a ideia de “100% razão”. Muitos casais ficam presos na ideia “eu tenho sempre razão” e/ou “ele/a nunca me dá razão”, o que por vezes faz escalar uma conversa para uma discussão. É impossível ter-se 100% de razão, especialmente no que toca a relações e há que estar ciente disso mesmo. Muitas vezes (para não dizer a maioria) o que se está a discutir não é um episódio e/ou situação em si mas sim, sentimentos e emoções associadas. Mais importante do que questionar “porque fizeste isto” é perguntar “como é que isto te fez sentir” ;
4 - Eliminar o fenómeno “bateu-levou”. Isto acontece quando entendemos tudo como uma crítica, quando nos sentimos atacados e por isso tendemos a contra atacar. Às tantas o foco da discussão perdeu-se e o objectivo é ver quem magoa mais. Assim, torna-se fundamental criar um espaço de comunicação seguro cujo objectivo é o de resolver e não o de magoar;
5 - Dividir sonhos, conquistas, sucessos e desilusões. A partilha nos casamentos é fundamental para que se crie proximidade. Partilhe os seus sonhos e as suas preocupações, sem medo do julgamento ou da crítica;
Dica de ouro
6 - Ninguém muda ninguém. Muitas vezes ouvimos “ele/a tem imensas coisas que me agradam, só há ali uma coisinha que não gosto muito mas isso depois eu resolvo”. A ideia de que podemos mudar o outro não passa disso mesmo, uma ideia. A verdade é que ninguém muda ninguém se o outro não quiser mudar e é importante termos consciência disso mesmo. Haverá sempre alguma coisa que o outro tem que nos desagrada, mas que se queremos que a relação seja saudável e cresça temos também de aprender a aceitar e lidar com isso. O outro nunca será perfeito, terá características que nos fazem apaixonar e outras que não gostamos mas que aprendemos e construímos ferramentas saudáveis para saber lidar.
Terapia de Casal
Apesar de se falar várias vezes em regras e/ou dicas para que as coisas funcionem, a verdade é que as relações não são fáceis e passam por processos de mudança e desequilíbrios.
Muitas vezes surgem desafios que precisam de ser ultrapassados mas, que o casal não consegue dar a volta com as ferramentas que dispõe. Nessa altura a terapia para casais apresenta-se como uma solução sob forma de, reacender a paixão, desenvolver estratégias de coping, melhorar a comunicação, ultrapassar mudanças decorrentes da vida (ex: casamento, filhos, oportunidades de trabalho no estrangeiro, situações de desemprego, doença, dificuldades financeiras, entre outras), auxiliar na gestão de conflitos e/ou enfrentar situações de crise como a infidelidade, ciúmes excessivos e/ou problemas na intimidade.
Apesar de por vezes, as consultas de terapia de casal serem uma opção já em estado de conflito avançado e onde a comunicação saudável já se esgotou, ou seja, em caso de ruptura iminente (separação), estas podem ser feitas em qualquer altura da relação em que ambos sintam que é preciso melhorar ou trabalhar sobre algum ponto.
Alguns estudos sobre infidelidade e traição, como de Huffington Post apontam que 56% dos homem que traem a sua companheira consideram-se felizes na relação, 32% das mulheres pretendem obter a confirmação e/ou validação externa que ainda são desejáveis, 48% dos homem por quererem mais sexo e 35% das mulheres pela necessidade e/ou desejo de apimentar a sua vida.
Como funciona? Para quem?
A terapia de casal deve ser uma decisão reflectida e acordada entre os dois elementos ao identificarem pontos de divergência e conflito.
Hoje em dia, as opções são várias e temos já à disposição consultas presenciais e/ou online, sendo a última cada vez mais uma solução para casais que têm filhos e ou incompatibilidade de horários.
As consultas de terapia de casal, contrariamente às consultas de Psicologia individuais trabalham sobre um ponto específico, a relação. Assim sendo, todas as pessoas que dispõem de uma relação entre si (casados, unidos de facto e/ou namorados) podem e devem recorrer a esta especialidade em caso de necessidade.
Benefícios da Terapia de Casal
Identificação de problemas existentes;Melhorar a comunicação tornando-a mais assertiva;Trabalhar sobre questões de afectividade e dependência emocional;Auxilio em processos de mudança; Desenvolver a capacidade de reconstrução;Trabalha sobre a diferença e aceitação;Ajudar a dar sentido ao futuro e felicidade;Identificar pontos stressoresTrabalhar sobre o apego saudávelAuxiliar no processo de gestão parental Auxilio no processo de auto conhecimento (personalidade de cada elemento)Negociação e equilíbrio das diferenças individuais Desenvolvimento de ferramentas e estratégias para resoluções mais rápidas Auxilia na compreensão acerca das necessidades individuais Reduzir frequência de discussões não saudáveis (desgastantes)Auxilio na necessidade de fugir à rotina Criar maior proximidade e fortalecer compromissos Resgatar o interesse e/ou paixão um pelo outro Superar momentos de infidelidade Melhorar a vida sexual Alterar e/ou adaptar padrões de comportamento que potenciam discussões Melhorar a qualidade geral e satisfação do relacionamento
Expectativas
Quando um casal recorre à terapia de casal, geralmente fá-lo numa situação em que a palavra “separação” surge em cima da mesa.
Claro que, isto trás um peso acrescido ao processo nomeadamente ao nível das expectativas uma vez que, esta é muitas vezes vista como a última oportunidade, o momento da decisão final, entre outros.
Muitas vezes a comunicação já não existe e a que existe está cheia de ruído, ou seja de criticas, recriminações, insinuações e em casos mais extremos, de palavras duras que provocam mágoa e frustração.
A terapia de casal só resulta quando os dois elementos do casal estão envolvidos e disponíveis para o processo, para falar sobre os seus problemas, sobre as suas dificuldades e são capazes de reconhecer falhas individuais e de casal, sob vista à mudança.
Por norma quando um casal avança para este modelo psicoterapêutico, trás consigo expectativas e a necessidade de mudança rápida colocando o foco no terapeuta, exigindo resultados rápidos e satisfatórios.
O terapeuta têm de facto um papel acrescido, uma vez que precisa de compreender não só a dinâmica do casal mas também factores individuais. Este deve ser um trabalho de equipa, que exige dedicação, disponibilidade e envolvimento. Quando isto acontece e os dois elementos do casal querem trabalhar para o mesmo objectivo, então a terapia de casal resulta e traduz-se num processo de aprendizagem e adaptação, promovendo equilíbrio e bem estar na relação.
Testemunhos
(Nomes fictícios, política de confidencialidade)
"Quando procuramos a terapia de casal não sabíamos bem o que esperar, queríamos mudar algumas coisas da nossa relação que não estava a resultar. Sabíamos que gostávamos muito um do outro, mas não tínhamos a certeza se seria suficiente para avançar. Éramos muito diferentes e isso foi ficando mais evidente com o passar do tempo. A terapia ajudou-nos a perceber as nossas diferenças, a adaptarmo-nos melhor um ao outro e principalmente a aceitamo-nos. Depois do processo casámos e tivemos um filho. Nem tudo é fácil, mas agora estamos mais preparados para lidar com os desafios que temos. Obrigada”
(Mariana, 36 Anos)
“Depois de 15 anos de casamento as coisas já não funcionavam, as nossas discussões eram constantes e a relação tornou-se tóxica. Falámos em terapia de casal como a última tentativa. O processo foi difícil mas hoje reconheço que as coisas ficaram melhor. Ainda estamos a trabalhar sobre os nossos conflitos, mas aprendemos a comunicar de forma saudável em vez de nos atacarmos constantemente. Percebemos que afinal ainda gostamos um do outro”
(João, 44 anos)
“A nossa relação nunca foi fácil. Gostamos muito um do outro mas ele dizia que não conseguia assumir a nossa relação à família por medo de preconceitos e vergonha. Eu estava bem resolvido quanto à minha sexualidade mas achei que ele não o que nos fez discutir várias vezes e pensar em terminar. A terapia de casal ajudou-nos a perceber que éramos diferentes, que estávamos em fases diferentes e a lidar melhor com coisas externas que nos afectavam. Sem dúvida que foi a melhor solução. Obrigado”
(Diniz, 23 anos)
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Época Natalícia VS Ansiedade e Depressão]]>Raquel M Ferreirahttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2018/11/14/%C3%89poca-Natal%C3%ADcia-VS-Ansiedade-e-Depress%C3%A3ohttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2018/11/14/%C3%89poca-Natal%C3%ADcia-VS-Ansiedade-e-Depress%C3%A3oWed, 14 Nov 2018 10:10:57 +0000
Chega Novembro e já se começa a fazer sentir a época natalícia. As luzes invadem a cidade, as pessoas centros comerciais.
As conversas giram em torno de onde se vai passar a meia noite este ano, o que é preciso comprar, o que se vai oferecer.
O natal é um período festivo, conhecido por reunir as famílias à volta da mesa. Mas a verdade é que nem todos sentem esta época desta forma por condicionantes e desafios da vida de cada um.
Para muitas pessoas, o natal é sentido como um momento de solidão e insegurança. Surgem as memórias de entes queridos que já partiram, lembranças de infância e a falta de bom convívio familiar é também o principal motivos para um momento de vulnerabilidade e dor emocional.
De acordo com alguns estudos, Portugal é o país da Europa com a taxa de depressão mais elevada. Estima-se que são diagnosticados 400 000 mil novos casos por ano, entre os 18 e os 65 anos de idade.
Esta patologia é uma doença biológica que afecta o cérebro e o corpo, não sendo apenas um mero mau estar ou um estado de espírito passageiro.
Tem tratamento cuja taxa de sucesso ronda os 70-80%. Sabe-se que, um terço dos portugueses com depressão não estão a receber o devido tratamento e por isso, o nosso papel enquanto sociedade deve ser o de estar atento a estas questões.
Com a chegada a dezembro, período onde existe uma maior tendência ao isolamento e, onde as dificuldades financeiras se realçam, algumas condições pode agravar-se.
O que fazer?
1 – Cuide de si! Mime-se, valorize-se e não se isole. Sei que por vezes a vontade não é muita (para não dizer nenhuma), mas é importante que contrarie essa vontade de estar sozinho/a. Rodei-se daqueles de que gosta;
2 - Faça mais exercício: A prática de actividade física liberta serotonina, a enzima da felicidade e prazer;
3 – Contrarie os maus hábitos: O corpo leva quase um mês a deixar um hábito, seja uma rotina de sedentarismo, uma alimentação com níveis altos de açúcar, ou mesmo o isolamento. Inscreva-se num novo hobbie, faça caminhadas ou até voluntariado;
4 – Evite locais de confusão: mantenha-se longe de tudo o que pode despoletar uma maior crise de ansiedade, ao invés disso, procure criar os seus próprios presentes de natal em casa ou compre online;
5 – Repense a sua alimentação: O seu estado emocional também é influenciado pela alimentação e vice versa. Ao escolher os ingredientes e nutrientes adequados, poderá estimular a produção de serotonina, dopamina ou noradrenalina, que funcionam como tranquilizantes naturais, sendo agentes de motivação, boa disposição e energia;
6 - Está triste? Sente-se sem forças? Não está a conseguir encontrar uma saída? Não faz mal, está tudo bem. Reconhecer que não se está bem é um excelente ponto de partida! Procure ajuda, ou peça a alguém que a ajude a encontrá-la;
7 - Escreva sobre coisas felizes. Pense na sua vida, mas com outras lentes. Com calma e respeitando o seu tempo, sugiro-lhe que pense e escreva sobre as suas conquistas, os momentos felizes pelos quais passou. O difícil não é impossível e eu sei que consegue fazê-lo! Força!
Não precisamos de caminhar sozinhos nesta aventura que é a vida. Todos temos os nossos momentos de fragilidade e lidamos com ele da melhor forma que sabemos e conseguimos.
A depressão e ansiedade não são momentos de fraqueza, não são escolhas. São desafios que a vida nos coloca e que somos obrigados a dar a volta.
Se está a passar por um desafios destes não deixe de procurar ajuda. Já experimentou ACREDITAR em SI? Tente! Não faz ideia do que É CAPAZ!"
Escreva-me, quero saber de si!
raquelferreira.psicologia@gmail.com
+351 211 317 783 | +351 919 606 321
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Regresso às Aulas: Guia Prático]]>Raquel M Ferreirahttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2018/09/14/Regresso-%C3%A0s-Aulas-Guia-Pr%C3%A1ticohttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2018/09/14/Regresso-%C3%A0s-Aulas-Guia-Pr%C3%A1ticoFri, 14 Sep 2018 13:49:28 +0000
Setembro. É na última quinzena que se dá início a um novo ciclo escolar. Os preparativos começam cedo, desde as matrículas com fotografias e fotocópias à lista infindável de material escolar. Desde os mais pequenos aos mais graúdos, é um momento de loucura e excitação perante a oferta de produtos, os dossiers e cadernos de todas as cores e feitios, a nova mochila, e tudo aquilo que faz falta.
A preparação e o cheiro a novo das coisas novas, que todos nós nos lembramos (e que bom que era por sinal) ganha agora uma nova vida. Juntamente ao novo material, à nova escola para alguns, surgem todas as promessas de um ano lectivo melhor "este ano é que vai ser” e " vou estudar e aplicar-me mais”.
O novo ciclo faz-se acompanhar de um misto de emoções, desde a festa, à expectativa do "como é que vai ser", à ansiedade e preocupação acerca do reencontro dos colegas, ou em relação aos novos, novas disciplinas e professores. Inconscientemente para alguns, bastante consciente para outros, este é um organizar de vida e a construção de um futuro.
Para uns este vai ser um ano de escolhas, mas não é só da cor do estojo ou da roupa que vai vestir no primeiro dia de aulas para causar boa impressão, é sim, da escolha que vai ter de tomar, determinando os próximos anos da sua vida.
Ciências? Humanidades? Economia ou Artes? Como é que se tem a certeza daquilo que se quer, ou de que aquilo que os nosso pais, avós, tios querem, é o mais correcto? A dúvida, a incerteza e o medo reinam. A vida é feita de escolhas, entre o certo e o errado, entre aquilo que nos faz ou não feliz, e nem sempre se faz a escolha certa à primeira, é preciso errar, experimentar e a isso chama-se CRESCER.
Não nos podemos esquecer que esta geração vai assumir a liderança nos próximos anos, e, tão ou mais importante do que ter jovens focados e formados, é preciso que sejam equilibrados e felizes. O 25 de Abril, não se fez com uma pessoa, fez-se com a força e união de muitas, por isso mesmo é preciso olhar para o desenvolvimento das nossas crianças e adolescentes, como um trabalho em equipa, onde pais e professores se unem em prol de um objectivo comum, ensinar a brincar, criando oportunidades de desenvolvimento e aprendizagem.
Sabe-se pela literatura, que todos nós somos diferentes e reagimos à mesma situação de formas completamente antagónicas, não fosse "EU" descrito no dicionário como "ser especial e único", e por isso mesmo, é importante ter um olhar atento e ao mesmo tempo liberal quando se fala em desenvolvimento.
É imperativo deixar que as nossas crianças, tentem, falhem, consigam, brinquem, cresçam e tenham o poder do livre arbítrio ainda que controlado. Nunca é demais falar-se em temas como a educação, assim como, infelizmente, não podemos falar de educação sem tocar em assuntos como a rotina, pressão, ansiedade, medo e frustração. É preciso intervir, é necessário que se tomem medidas eficazes, que se priorize a educação e que se eduque com inovação.
Este mundo é aquilo que fazemos dele, e é o que fazemos que determina a sociedade onde pertencemos. Não somos espectadores da vida, somos e devemos ser membros activos na construção da mesma, são esses os valores a incutir nas novas gerações, crescer a brincar e com a confiança necessária para sermos felizes, motivados e instruídos.
A adolescência não é, nem tem de ser um problema, é sim uma fase de transição e se for um trabalho em equipa será com toda a certeza mais satisfatório e eficaz.
Regresso às Aulas: Antes
O início do ano lectivo é sinónimo de correria, excitação e também de despesas extra. As matrículas, manuais e material escolar são para a maioria das famílias uma despesa acrescida difícil de suportar. Por esta razão é importante adoptar algumas medidas preventivas e de poupança importantes para esta fase, como:
Dicas de Poupança:
Criar um plano de poupança ao longo do ano;Pesquisar livros em segunda mão (segunda-mao.net, sitiodatroca.com, olx, entre outros);Fazer troca de livros ou vender os antigos para ajudar na compra dos novos (bookinloop.com)Pesquisar bancos de trocas;Ter atenção à lista de material (facultada pela escola) e comprar apenas o que é necessário e não se tem em casa
Esta é uma altura stressante para todos uma vez que, os pais têm o desafio da compra de todo o material, bem como alinhavar questões logísticas de ir buscar e levar à escola, horários, actividades extra curriculares, inscrição em centros de estudo, entre outros. Para os mais pequenos, é a altura de escolher os cadernos, as canetas, a mochila e, ir enfrentar uma nova realidade ou, reencontrar os velhos amigos. Algumas dicas importantes que enquanto pais, devemos ter em conta:
Preparativos:
É essencial que se realize um check up médico antes do início das aulas, especialmente no caso do 1º ciclo. Marque rastreios à visão e audição para se certificar que não existe nenhuma necessidade nesse campo. Muitas vezes o insucesso escolar, está relacionado com dificuldade de visão e/ou audição que condicionam a aprendizagem; Envolva os seus filhos na compra do material escolar, mas tenha umas regras bem definidas. É importante que os mais pequenos sejam incluídos neste processo e que dentro do possível escolha o material que mais lhe agrada, ainda que os gostos dos mais pequenos mudam bastante rápido. Limite as opções de escolha e deixo-o decidir. Este processo ira faze-lo perder algum tempo no supermercado, mas os benefícios valem a pena; Aos poucos e poucos vá re-introduzindo os novos horários como o de deitar, acordar, das refeições, entre outros. O nosso corpo leva tempo a habituar-se a novos horários e rotinas, pelo que, se as mesmas fores introduzidas de forma gradual este processo será mais fácil;No caso de ser uma nova escola, ir com a criança visitar as instalações. Mostrar-lhe onde fica, como é e como funciona. Por exemplo, há escolas que utilizam o sistema electrónico de cartões para entrada e saída da escola e, no caso disso ser uma novidade, mostre-lhe isso;Construir um calendário familiar (Pode ser semanal ou mensal). Esta tarefa para além de poder ser uma óptimo actividade para se fazer em família é também uma excelente ferramenta de organização, reduzindo os níveis de ansiedade. Quem vai levar à escola? Qual é o dia da patinagem? Em que dia tem explicações? Quais são as datas dos testes? Quando é a reunião de pais? O que vamos fazer no fim de semana? Tudo isto pode criar agitação e ansiedade se não for planeado, bem como pode levar a alguns esquecimentos. Este calendário permite que todos estejam conscientes da semana que aí vem, bem como, quais são as suas responsabilidades. Construam o vosso horário com cartolinas, recortes, brilhantes, entre outros, fazendo desta, uma actividade divertida;
Regresso às Aulas: Primeiro dia
1º Ciclo (1º ao 4º Ano)
Para alguns começa agora uma nova etapa. Este será o primeiro contacto com a escola e com tudo aquilo que esta envolve. É a altura de enfrentar um novo mundo, com novos colegas, professores, auxiliares e métodos de trabalho. É normal que seja sentida maior ansiedade, uma vez que é uma realidade diferente. A partir do primeiro ano a criança começará a estabelecer relações mais autónomas e diferenciadas.
Para os alunos do segundo, terceiro e quarto ano o processo já é mais fácil, uma vez que, já passaram pelo primeiro contacto e na maior parte das vezes continuarão com a mesma professora e colegas.
O 1º Ciclo por ser os anos de iniciação à realidade escolar, é uma altura de extrema importância na definição de métodos de estudo e regras. Por isso, enquanto pais devemos ajudar a criança a ter uma experiência positiva e saudável o que, contribuirá para a obtenção de resultados satisfatórios.
Dicas:
Incitar a uma boa postura corporal Sentido de organização e autonomia: preparar o material (mochila, cadernos, material necessário para a actividade de estudo, entre outros)Definir regras de estudo e de brincadeira (qual o horário de cada actividade) Tornar o momento de estudo especial. O estudo não têm de ser uma dor de cabeça, ao invés disso pode ser um momento conjunto/partilhado. Podem recorrer a dinâmicas práticas para as diferentes matériasBoa disposição e paciência. Todas as actividades são mais prazerosas se houver boa disposição à mistura, ou seja, todos nós temos o nosso tempo e isso deve ser respeitado. Não vale a pena pressioná-lo/a a executar uma tarefa em pouco tempo se na verdade, a criança precisa de um pouco maisValorizar o esforço e bom comportamento. O reconhecimento é algo que todos nós gostamos e que nos faz ficar mais motivados para a tarefa. Valorize o bom comportamento ao invés de recriminar o indesejado. Importância da revisão. Explique à criança a importância de rever conteúdos, seja pela execução dos trabalhos de casa ou a passar a limpo os conteúdos aprendidos no diaAjudar sim! Responder não! Faça-lhe companhia, esteja presente, explique-lhe alguns conceitos menos claro mas não lhe dê as respostasEstimular sem ensinar. O ensino está diferente e, provavelmente a forma como aprendeu as contas de dividir já não é a mesma que se ensina agora. Ensinar-lhe a sua maneira de fazer pode confundi-lo, por isso, tente perceber qual a forma como a professora explicou e explique-lhe dentro dessa linha de pensamento
2º Ciclo (5º e 6º Ano), 3º Ciclo (7º e 9º Ano)
O 2º ciclo não é o primeiro contacto com a escola, mas é o primeiro contacto com uma realidade diferente. Agora existirá mais disciplinas, diferentes professores, novas formas e metodologias de ensino bem como, uma escola e por isso regras novas.
Tanto no 2º como no 3º ciclo, alguns colegas “perdem-se” pelo caminho e é a altura de estabelecer novas relações interpessoais. Este processo nem sempre é fácil, principalmente quando falamos em crianças mais introvertidas e com dificuldade nessa área.
É um período que suscita alguns medos, nomeadamente o de não ser aceite. Ajude-o a tornar esta mudança o mais saudável e pacifica possível, transmitindo-lhe segurança e confiança. Partilhe histórias suas, conte-lhe sobre os seus medos e a forma como os superou.
A exigência vai aumentado de ano para ano, todos sabemos isso e eles também. Por isso mesmo não esteja sempre a passar essa mensagem. Muitos pais utilizam esta estratégia como forma de transmitir maior responsabilidade utilizando expressões como “tens de te aplicar mais”, “este ano vai ser mais difícil”, “agora já não é a brincar”, entre outras. Ao contrário do que se pensa, estas expressões não são benéficas nem positivas para a criança, ao invés disso faz aumentar os níveis de ansiedade e o medo de falhar perante si e os outros, contribuindo para maior nível de frustração.
O 9º e 12º ano especialmente, são anos de escolhas sobre qual o agrupamento e curso a escolher, sob vista de decisão da profissão futura.
Deixá-los escolher é importante, ainda que suscite bastante discordância por parte dos pais. Muitos pais tentam aconselhá-los e instigá-los à escolha de um determinado curso dada à taxa de empregabilidade pois querem o melhor para os seus filhos. No entanto, nem sempre essa escolha futuramente é a mais saudável nem potenciadora de bem estar. Existem muitos adolescentes que procuram acompanhamento escolar devido a problemas de baixa auto estima, baixa auto confiança, sentimentos de desvalorização, entre outros por não conseguirem lidar com a exigência de um curso que não gostam.
Há que compreender quem é aquele adolescente, quais as suas competências, interesses, motivações no momento de decidir qual o caminho a seguir. Por isso, é cada vez mais importante procurar ajuda nesta matéria.
Dicas:
Transmita-lhe segurança e confiança. Frases como: “Tu és capaz”, “És inteligente”, “Tu consegues”, “Falhar também faz parte”, “O importante é dares o teu melhor” são absolutamente permitidasCrie um espaço seguro de partilha. Converse com a criança sobre os seus medos e inquietações, conte-lhe os seus, planeie estratégias de superação saudáveis. Compreender os resultados baixos. A tendência é perante um resultado negativo repreender ou aplicar um castigo, no entanto essa não é a melhor estratégia. Muitas vezes faz com que a criança tente esconder testes e outros documentos de forma a evitar a punição. Há que compreender que os baixos resultados têm a sua causa sendo um indicador bastante importante, que deve ser tido em consideração. Na base do insucesso escolar pode estar a falta de métodos de estudo eficazes e/ou problemas emocionais (auto estima, auto confiança, entre outrosValorizar os bons resultados, compreendendo as dificuldades. Se temos uma criança muito boa a Português mas com algumas dificuldades a Matemática, há que compreender isso mesmo. Talvez um teste “suficiente” a matemática não seja a nossa situação ideal, no entanto, se aquela criança tem dificuldade naquela matéria e tirou suficiente no teste, esse esforço deve ser recompensado Não pressione a criança/adolescente a seguir uma determinada área. Tente perceber do que ela gosta, o que se sentiria mais confortável a fazer, quais as suas motivações para determinada área e apoie-a nesse processo. Se necessário recorra a um psicólogo e realizem orientações vocacionais, para que tomem uma decisão adequada e certeira. Dar espaço. A adolescência é um período marcado por altos e baixos, tudo ou nada. É uma altura de crescimento, de formação e consolidação da nossa personalidade sendo por isso importante dar-lhes espaço. Enquanto pais queremos saber tudo e por vezes, essa vontade é manifesta com perguntas e tentativas invasivas. Em grande parte dos casos, senão a maioria, esse comportamento produz o efeito contrário, ou seja os adolescentes afastam-se. Dê-lhe espaço, mostrando-lhe que está lá.
Guia Prático para Pais e Filhos: Durante o Ano
Ao longo do ano há várias coisas que enquanto pais e cuidadores, podemos e devemos fazer. Para além de incutir sentido de responsabilidade e promover a autonomia, devemos estar conscientes de problemas que possam existir, sendo por isso importante fazer alguns balanços e reflexões sobre o rendimento escolar e/ou mudanças comportamentais.
Tanto os mais pequenos como os mais graúdos ao longo do ano e da sua vida, vão-nos fazendo chamadas de atenção e transmitindo sinais importantes, que devemos estar alerta como:
Mudanças de comportamento (cansaço, agressividade, falta de paciência, pouca disposição, alimentação, sono, entre outros)Tristeza Insucesso escolar Falta de vontade em sair ou conviver com outras pessoas (isolamento)
Toda e qualquer alteração aquilo que é a dinâmica da criança deve ser visto e pensado. As mudanças de comportamento estão associadas a mau estar e/ou a alguns problemas que a criança/adolescente, está a viver.
Se notar algum destes indicadores, tente conversar com a criança de forma natural, praticando a escuta activa e empatia.
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S.O.S Crianças Sozinhas em Casa.  Sim ou Não?]]>Raquel M Ferreirahttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2018/08/01/SOS-Crian%C3%A7as-Sozinhas-em-Casa-Sim-ou-N%C3%A3ohttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2018/08/01/SOS-Crian%C3%A7as-Sozinhas-em-Casa-Sim-ou-N%C3%A3oWed, 01 Aug 2018 10:13:00 +0000
Chega o verão, e com isso as tão desejadas férias dos mais novos. O ano escolar encerra-se e agora é tempo de relaxar e aproveitar o bom tempo e todos aqueles os brinquedos/jogos que tantas vezes foram trocados pelos livros.
Mas, com o verão chegam também várias perguntas e preocupações que não devem ser deixadas no vazio, e às quais devemos prestar atenção. O desafio é difícil, como fazer quando se tem 22 dias úteis de férias contra 3 meses? São várias as soluções que passam desde a ida para casa de familiares, ATL’s, colónias de férias, cursos e workshop’s para crianças, entre outros. Mas e quando não existem opções? Aí surge a questão, ainda que por necessidade e falta de recursos, devemos deixar as crianças sozinhas? A partir de que idade o posso fazer?
Esta não é uma decisão fácil e há que ter em conta alguns factores determinantes. Não é possível delinear uma idade específica, até porque as crianças não são todas iguais. É importante ter em conta a maturidade de cada criança, bem como a capacidade de autonomia e gestão emocional, disposição e o à vontade da mesma. Não existe uma idade certa, ainda assim se tivesse de “apontar” uma idade, diria que talvez entre os 13/14 anos, sendo que o mesmo deve acontecer por curtos períodos de tempo.
Depois, há que definir algumas regras e procedimentos, nomeadamente deixar contactos de emergência, sensibilizá-la para que não abra a porta a qualquer pessoa e deixar preparado refeições evitando situações de risco.
Outro aspecto que pode ajudar bastante é uma relação positiva com os vizinhos, afigurando-se estes como um auxílio para a criança durante o período de tempo em que está sozinha, bem como, elementos de supervisão para os pais.
Quais são os principais perigos que as crianças correm quando estão sozinhas?
Existem vários perigos que, muitas vezes estão mais perto do que imaginamos sendo por isso importante falar sobre eles. Ao deixar uma criança sozinha em casa, sem que se defina muito bem algumas regras e procedimentos corremos alguns riscos desnecessários. Os perigos são vários, desde incêndios, assaltos e tantos outros que conhecemos. No caso de existir mais do que uma criança, existe o risco de discutirem entre eles ou passar demasiado tempo no computador e nas redes sociais.
Quais são os “perigos modernos” de deixar uma criança só?
Existem vários perigos quer na rua ou, ao deixar uma criança sozinha em casa. Eu diria que os “perigos modernos” são todos aqueles que estão intimamente ligados ao contacto excessivo com a nova tecnologia. Ocupar o tempo de uma criança não é fácil e quando esta está sozinha, mais difícil é. Cansam-se de fazer as mesmas coisas, procurando novas experiências ou brincadeiras. Se antigamente as crianças saiam à rua para brincar com os amigos, jogar à bola, andar de bicicleta, hoje em dia, principalmente nas cidades isso não acontece. Por isso, ficam em casa entretendo-se com a playstation, à conversa com os amigos no facebook ou a publicar fotografias no Instagram.
Estes são os “perigos modernos”, o isolamento, a falta de oportunidade de estabelecer e desenvolver relações interpessoais positivas, a dependência das novas tecnologias, entre outros.
Se ficarem sozinhos em casa que cuidados os pais devem ter?
Antes de qualquer criança ficar sozinha em casa, para além de reflectir sobre a maturidade e capacidade de autonomia da mesma, há que a ir preparando e ensinando a reconhecer os perigos e a saber como reagir perante qualquer um deles.
Este deve ser um processo gradual e dialogado com a criança. É importante que os pais criem espaços de diálogo com a criança de forma a que, em conjunto definam regras acerca da utilização da casa e dos seus bens.
Para além disso, devem questionar-se se a criança sabe trancar/destrancar a porta, se consegue chegar ao visor, se sabe efectuar chamadas e quais os numero para quem deve ligar, se sabe o que fazer no caso de tocarem à porta, tem consciência das horas a que deve comer e se sabe como fazê-lo, se é capaz de estar entretido durante esse tempo, se fica calmo e descontraído durante essa estadia, entre outros. Estas são as situações que devem ser conversadas e se possível, treinadas.
Quando a altura chegar, então os pais devem deixar de forma visível os contactos de emergência, ir telefonando ao longo do dia, deixar devidamente preparado o almoço/lanche para que a criança não precise de recorrer a nenhum objecto perigoso e ainda podem, delegar algumas funções à criança como (arrumar o seu quarto/fazer a cama) e avisá-la a que horas chega a casa, de forma a que mesma não fique agitada ou ansiosa.
No caso dos adolescentes, é importante conversar sobre os amigos e as suas visitas, sendo este um aspecto que deve ser negociado e definido com regras claras e objectivas.
Se não tem a quem recorrer nem meios financeiros para colocar a criança numa instituição, não se preocupe nem se sinta culpado/a. Estes são alguns pontos que deve ter em atenção, para que tudo corra bem.
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Relações Saudáveis? Sim!]]>Raquel M Ferreirahttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2018/06/15/Rela%C3%A7%C3%B5es-Saud%C3%A1veis-Simhttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2018/06/15/Rela%C3%A7%C3%B5es-Saud%C3%A1veis-SimFri, 15 Jun 2018 08:00:00 +0000
O amor deve ser sinónimo de felicidade, compreensão, empatia e preenchimento, assumindo diferentes formas e medidas. Acima de tudo é importante amarmo-nos a nós, conhecermo-nos, valorizarmo-nos e só depois de realmente o fazermos conseguiremos amar o outro.
Muitas vezes, erradamente atrevo-me a dizer, procuramos o outro sob forma de nos completarmos ou sermos mais felizes, mais realizados. Talvez esta procura seja fruto da sociedade em que vivemos, que nos incute entre muitos valores, os de família.
Ao longo da nossa vida vamos-nos apaixonando por pessoas e lugares, vamos dando espaço a vivências e experiências que nos transformam, que nos fazem crescer e isso é tão bom.
As relações com os outros e connosco próprios são positivas quando trabalhadas e acima de tudo, quando nos preenchem e completam. É assim que deve ser o amor também. Não é sempre perfeito, mas a verdade é que não tem de o ser.
Nenhuma relação é estanque, nem deve ser conformista. Ao invés disso, deve ser vista como transformação e aprendizagem. Mas transformar não é querer mudar o outro mas sim aceitá-lo e com isso, colocarem a hipótese de poderem evoluir juntos.
As relações tornam-se tóxicas quando existem ciúmes, desconfianças, exigências, imposições, controlo e/ou dependência. Quando o rumo a seguir segue numa direcção pouco saudável, quase sem nos darmos conta e quando damos, percebemos que aquela relação nos faz mais mal que bem.
Para que uma relação funcione não é preciso saber-se os melhores truques, fazer testes de compatibilidade e/ou ter opções mágicas. Acima de tudo é preciso haver amor, sentirmo-nos felizes ao lado daquela pessoa. Este é o ingrediente principal para começar qualquer coisa, depois há que manter e tornar aquela relação positiva e duradoura. Talvez esse seja a tarefa mais difícil, mas não impossível. Manter um amor sem dor.
As relações de início vem acompanhados de uma magia inicial, o deslumbramento, o querer fazer diferente. Mas com o tempo tendem a cair na rotina e no conformismo.
Muitos casais (talvez todos) passam por essa fase, desmotivam, colocam-se em causa e alguns, afastam-se e fecham-se nos seus próprios pensamentos e sentimentos.
Saiba que passar por isso é perfeitamente normal e pode ser ultrapassado. A comunicação aqui, assume um papel crucial. É importante que os dois elementos do casal não tenham medo de assumir que isso está a acontecer, e juntos, conseguirem delinear estratégias mais eficazes.
Com o passar do tempo somos absorvidos pela rotina, pelo trabalho, pelas responsabilidades (casa, filhos…) e na maior parte das vezes esquecemo-nos de nós e descuramos da nossa relação.
É por isso importante estabelecer, entre os afazeres normais, rotinas e compromissos não só connosco mesmos, mas também com a nossa relação.
Amar é estar junto e saber-se estar sozinho quando necessário.
Como desenvolver e promover relações saudáveis:
Comunicação Assertiva - Saber comunicar é também saber ouvir. Normalmente preocupamo-nos em dizer aquilo que nos magoa, faz feliz e/ou desejamos numa relação. É igualmente importante saber ouvir o outro, os seus medos, as suas expectativas, o que pensa e sobretudo o que sente.
Capacidade de Resolução de Problemas - Esta é a “prova de fogo” de muitas relações. A capacidade de desenvolver e aplicar estratégias na resolução de problemas. É importante o foco na solução, ao invés do foco no problema.
Capacidade de Reconstrução - Depois de uma situação desafiante (problema) há que seguir em frente. Para que isso aconteça é necessário muitas vezes uma reconstrução, ou seja, apreender e adaptar novos estilos de vida e formas de actuação.
Apego Saudável - Uma relação visa suprimir a necessidade de conforto e carinho. Quando essa necessidade é satisfeita, é sinal que a relação é positiva. No entanto esse apego deve ser saudável e na medida certa. Ou seja, não nos devemos anular e muito menos criar uma dependência do outro.
Aceitação - As relações no início tendem a ser positivas, é a fase do deslumbre. Com o passar do tempo e pelo grau de convivência, existe a tendência de um elemento do casal tentar mudar o outro. Aceitar que o outro não funciona/pensa da mesma forma que nós, é ama-lo da forma como ele é. Amar é não tentar mudar, mas sim compreender e adaptar.
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"Deve Ser Stress"]]>Raquel M Ferreirahttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2018/02/04/Deve-Ser-Stresshttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2018/02/04/Deve-Ser-StressSun, 04 Feb 2018 13:22:00 +0000
Antes de mais, o stress não é uma doença, contrariamente aquilo que muita gente julga. Prova disso é que existe eustress e distress, em que o eustress é considerado como o bom stress, aquele que é motivador e desencadeador de uma atitude pró activa.
O Stress, é sim, uma resposta biológica do nosso organismo, a um perigo real ou imaginário. No entanto quando a mesma não é controlada, todo o seu corpo tanto a nível físico como emocionalmente sofre: pode ficar sem energia, a sua produtividade fica mais baixa, a saúde vai progressivamente se deteriorando. Nestas situações, reconhecer que se sofre de ansiedade, é o primeiro passo para se ajudar a si próprio e minimizar o impacto que o mesmo tem na sua vida.
8 Sugestões para o ajudar a lidar com o stress:
Concentre-se na sua respiração (treino de relaxamento);Pare a sua mente (Desconcentre-se dos pensamentos negativos que a ansiedade provoca);Faça as perguntas certas (Clarifique as situações e sentimentos que a ansiedade provoca, de forma a criar um bom plano de acção)Pare de resistir e acredite (Aceite as situações desafiadoras, como normais e comuns na sua vida como uma prova de aprendizagem e de aquisição de recursos);Estabeleça compromissos e seja assertivo;Adaptação a um estilo de vida saudável (boa gestão do tempo, atitude positiva, arranjar tempo para si próprio)Tenha confiança em si próprioFoco no positivo e construtivo, eliminar a palavra “nunca”
Todos os DESAFIOS podem e devem ser SUPERADOS :)
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Psicólogo? Eu?]]>Raquel M Ferreirahttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2018/01/07/Psic%C3%B3logo-Euhttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2018/01/07/Psic%C3%B3logo-EuSun, 07 Jan 2018 13:19:00 +0000
Cada vez é mais visível a preocupação com a aparência física, sendo este um tema que, agrada na sua maioria, a qualquer faixa etária. É recorrente ouvirmos falar em idas ao ginásio, alimentos mais ou menos saudáveis que outros, tratamentos estéticos e até mesmo, de cirurgias plásticas.
Não é de todo errado pensarmos acerca dessas questões, aliás, quem é que não quer ter uma boa aparência? Principalmente nos dias de hoje, numa sociedade onde a imagem assume uma importância, por vezes avassaladora.
Mas e a nossa saúde emocional? Onde fica? Será que nos preocupamos verdadeiramente com ela? Será que a priorizamos como fazemos com outras questões na nossa vida? Será que lhe atribuímos a devida importância? Muitas vezes nem pensamos nisso, até porque uma coisa leva a outra e quando se fala em emoções, é comum as escondermos “debaixo do tapete”, é mais fácil e a curto prazo, dói menos.
Saiba que o corpo e a mente, quando em sintonia e harmonia fazem uma dupla imbatível, e por isso mesmo, é importante cuidarmos dos dois. Provavelmente perguntar-se-á “como é que isso se faz?”, mas acredite que por vezes as respostas, estão mesmo à nossa frente.
Já todos ouvimos de falar de psicólogos, de psicoterapeutas e de coachs, certo? Mas sabemos para que servem? O que fazem exactamente?
As causas mais frequentes na procura de um profissional de saúde tem a ver com, transtornos de ansiedade, depressão, problemas familiares, traumas, fobias, dificuldades no relacionamento, orientação profissional, timidez, entre outros.
Ainda assim, não é necessário a existência de uma patologia clínica. Muitas vezes, não conseguimos, num determinado momento da nossa vida, lidar com uma ou mais situações e isso não quer dizer que tenhamos alguma perturbação.
Pode significar apenas que estamos cansados, que atirámos muitas coisas para “debaixo do tapete”, ou que simplesmente, ainda não nos conhecemos o suficiente.
Por alguma razão encontramo-nos impossibilitados de seguir um caminho, não dispomos ou não encontramos as ferramentas necessárias, e nessa altura, sentimos a necessidade de procurar ajuda, um caminho, uma alternativa, um fio condutor para a nossa vida.
A ideia de que o psicólogo é para os “malucos” está completamente ultrapassada. Há inclusive autores que defendem, que todos nós devíamos recorrer a um, pelo menos uma vez na vida. Que devia ser tão importante como ir ao dentista ou ao médico de família.
Afinal quão é importante nos conhecermos verdadeiramente? Será que a imagem chega? Será que não precisamos de ser pessoas melhores? Bem resolvidas? Confiantes? Equilibradas e em harmonia? Pois bem, eu acho que sim, e você, concorda?
Ir ao psicólogo não tem de ser sinónimo de patologia, de frustração nem de dor, pode e deve ser visto, como prevenção e parte activa de um processo de desenvolvimento e aprendizagem.
Infelizmente, em Portugal, a prevenção primária ainda não assume a devida importância e só procuramos ajuda, quando por vezes já não aguentamos mais. Provavelmente todos nós temos ou já tivemos, um amigo ou familiar, que está a passar por uma fase mais difícil na sua vida, e talvez, precisasse de ajuda especializada. Recorda-se de alguém?
Pois bem, deixo-lhe algumas sugestões que podem ser úteis, no caso de conhecer ou vir a conhecer alguém:
Comece por mostrar à pessoa que se preocupa com ela e quer o seu melhor;Escolha o momento e local adequado para ter essa conversa. Preferencialmente numa zona confortável, privada e sem pessoas à volta;Leve-a a ter consciência dos danos que tal situação provoca na sua vida, não emitindo juízos de valor. Explique-lhe que não precisa de passar por isso sozinha, e que há especialistas que a podem ajudar;Seja empático. Pratique a escuta activa e mostre-se disponível para conversar. Por vezes,os momentos de insight, são os melhores para fazer com que a pessoa perceba os benefícios de procurar ajuda;Não pressuponha nem interprete causas e razões. Não faça diagnósticos, por vezes, são rótulos que se criam desnecessariamente e a pessoa, pode não estar preparada para isso;Ofereça-se para o ajudar na procura de um profissional, e se, se sentir confortável, mostre-se disponível para acompanhar o seu amigo nas primeiras consultas;Ainda assim, se a pessoa não quiser fazê-lo, não desista, ela pode apenas ainda não estar preparada para isso. Procure um profissional que o aconselhe, que o ajude a perceber outras estratégias e a melhor forma de ajudar.
“ Podemos escolher recuar em direção à segurança ou avançar em direção ao crescimento.”
Abraham Maslow
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Estratégias para um Desenvolvimento Saudável]]>Raquel M Ferreirahttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2017/12/03/Estrat%C3%A9gias-para-um-Desenvolvimento-Saud%C3%A1velhttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2017/12/03/Estrat%C3%A9gias-para-um-Desenvolvimento-Saud%C3%A1velSun, 03 Dec 2017 13:17:00 +0000
No decorrer do processo de desenvolvimento, são várias as problemáticas que se podem e devem falar, desde o desafiar as regras e limites, as birras, as crises familiares, os consumos por vezes excessivos e os comportamentos desmedidos.
A imagem assume outro papel, outra importância e para os mais entendidos “há que seguir a moda”, sob vista de aceitação e sentimento de pertença a um grupo. Começa a ouvir-se falar em problemas de auto-estima, ansiedade, problemas alimentares, comportamentos de risco, desmotivação, isolamento, entre tantos outros.
Os pais têm um papel fundamental na prevenção e intervenção destas problemáticas, e esse trabalho não começa apenas na adolescência quando muitos problemas já estão instaurados, mas sim, desde muito cedo.
É importante construir uma relação de proximidade e confiança, que permita que o jovem tenha a abertura suficiente para procurar ajuda quando necessário. No entanto, a nossa sociedade não está feita a pensar neste tipo de questões e o ritmo de vida das crianças, adolescentes e pais é alucinante, tornando difícil o diálogo saudável depois de um dia trabalho, em substituição à televisão e ao sofá.
Mas difícil não é impossível, e verdade seja dita, o mais importante não é o tempo que se dispõe, mas a forma como esse tempo é aproveitado, ou seja, os cinco ou dez minutos depois do jantar, se aproveitados da melhor forma, podem valer mais que uma hora inteira.
Mas na realidade, o que fazer?
Promova um diálogo - Pergunte-lhe como correu o dia, quais as coisas positivas que aconteceram e o que é que ele acha que podia ter feito de diferente. Discuta estratégias de forma construtiva e assertiva
Elogiar - Costuma elogiar o seu filho? Dar-lhe reforços positivos? E como é que o faz? Sempre que tiver oportunidade faça reforços positivos, não em relação ao cabelo ou cor de olhos, mas sim referindo o comportamento “Conseguis-te fazer isto ou aquilo sozinho? BOA”Os limites e as regras são importantes em qualquer fase de crescimento, e “de pequenino é que se torce o pepino”, há que começar desde cedo a definir limites e claro, eles vão perguntar “porquê” mil vezes, e aí, não vale dizer “porque eu é que mando”. Não será melhor explicar-lhe? Não será melhor, sentar-se com a criança e explicar-lhe porque diz e quando diz a palavra “não”?Não se esqueça, as crianças aprendem em grande parte por imitação, por isso saiba pedir desculpa quando falha, afinal todos falhamos e não é por isso que perdemos autoridade, ao invés disso, é exactamente quando assumimos os nossos erros e falhas perante os outros, que ganhamos o seu respeito.Entenda e aceite que as crianças vão crescendo, e ainda que na condição de pais tenhamos a ideia de protecção, dê espaço à criança para explorar o mundo, para aprender, para viver e crescer, deixe-a brincar e brinque com ela promovendo a relação interpessoal e a confiançaAdeque as brincadeiras à idade, jogos lúdicos, actividades ao ar livre, ouça o que ela tem a dizer, façam planos e actividades em família, dê-lhe responsabilidade, seja a de arrumar os bonecos na caixa, o quarto ou ajudar a por a mesa. Inclua-a nas tarefas e desafiem-se a realizar um plano semanal familiar, que incluirá as actividades prazerosas para realizar em família, bem como as responsabilidades de cada elementoEstimule-a, fale correctamente não utilizando a linguagem “abebezada”, as crianças como aprendem “pópó” aprendem carro, então porque baralhar? Não adivinhe, mesmo adivinhando, o que a criança quer só porque ela estica a mão, vá perguntando e reforçando “o que é que queres?”, repita os nomes de forma a permitir que a criança vá decorando.Antes que me esqueça, a regra mais importante de todas, seja feliz e transmita essa felicidade, trate-a como um adulto sem nunca se esquecer que é uma criança, verá que as consequências desse trabalho por vezes árduo, dará frutos no futuro
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Regresso às Aulas]]>Raquel M Ferreirahttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2017/09/10/Regresso-%C3%A0s-Aulashttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2017/09/10/Regresso-%C3%A0s-AulasSun, 10 Sep 2017 12:09:00 +0000
Setembro. É na última quinzena que se dá início a um novo ciclo escolar. Os preparativos começam cedo, desde as matrículas com fotografias e fotocópias à lista infindável de material escolar. Desde os mais pequenos aos mais graúdos, é um momento de loucura e excitação perante a oferta de produtos, os dossiers e cadernos de todas as cores e feitios, a nova mochila, e tudo aquilo que faz falta.
A preparação e o cheiro a novo das coisas novas, que todos nós nos lembramos (e que bom que era por sinal) ganha agora uma nova vida. Juntamente ao novo material, à nova escola para alguns, surgem todas as promessas de um ano lectivo melhor "este ano é que vai ser” e " vou estudar e aplicar-me mais”.
O novo ciclo faz-se acompanhar de um misto de emoções, desde a festa, à expectativa do "como é que vai ser", à ansiedade e preocupação acerca do reencontro dos colegas, ou em relação aos novos, novas disciplinas e professores. Inconscientemente para alguns, bastante consciente para outros, este é um organizar de vida e a construção de um futuro.
Para uns este vai ser um ano de escolhas, mas não é só da cor do estojo ou da roupa que vai vestir no primeiro dia de aulas para causar boa impressão, é sim, da escolha que vai ter de tomar, determinando os próximos anos da sua vida.
Ciências? Humanidades? Economia ou Artes? Como é que se tem a certeza daquilo que se quer, ou de que aquilo que os nosso pais, avós, tios querem, é o mais correcto? A dúvida, a incerteza e o medo reinam. A vida é feita de escolhas, entre o certo e o errado, entre aquilo que nos faz ou não feliz, e nem sempre se faz a escolha certa à primeira, é preciso errar, experimentar e a isso chama-se CRESCER.
Não nos podemos esquecer que esta geração vai assumir a liderança nos próximos anos, e, tão ou mais importante do que ter jovens focados e formados, é preciso que sejam equilibrados e felizes. O 25 de Abril, não se fez com uma pessoa, fez-se com a força e união de muitas, por isso mesmo é preciso olhar para o desenvolvimento das nossas crianças e adolescentes, como um trabalho em equipa, onde pais e professores se unem em prol de um objectivo comum, ensinar a brincar, criando oportunidades de desenvolvimento e aprendizagem.
Sabe-se pela literatura, que todos nós somos diferentes e reagimos à mesma situação de formas completamente antagónicas, não fosse "EU" descrito no dicionário como "ser especial e único", e por isso mesmo, é importante ter um olhar atento e ao mesmo tempo liberal quando se fala em desenvolvimento.
É imperativo deixar que as nossas crianças, tentem, falhem, consigam, brinquem, cresçam e tenham o poder do livre arbítrio ainda que controlado. Nunca é demais falar-se em temas como a educação, assim como, infelizmente, não podemos falar de educação sem tocar em assuntos como a rotina, pressão, ansiedade, medo e frustração. É preciso intervir, é necessário que se tomem medidas eficazes, que se priorize a educação e que se eduque com inovação.
Este mundo é aquilo que fazemos dele, e é o que fazemos que determina a sociedade onde pertencemos. Não somos espectadores da vida, somos e devemos ser membros activos na construção da mesma, são esses os valores a incutir nas novas gerações, crescer a brincar e com a confiança necessária para sermos felizes, motivados e instruídos.
A adolescência não é, nem tem de ser um problema, é sim uma fase de transição e se for um trabalho em equipa será com toda a certeza mais satisfatório e eficaz.
Um excelente início/recomeço de aulas e "este ano é que vai ser”
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Violência Psicológica? Diga NÃO]]>Raquel M Ferreirahttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2017/08/06/Viol%C3%AAncia-Psicol%C3%B3gica-Diga-N%C3%83Ohttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2017/08/06/Viol%C3%AAncia-Psicol%C3%B3gica-Diga-N%C3%83OSun, 06 Aug 2017 12:13:00 +0000
Quando se fala em violência numa relação, temos tendência a pensar, quase de uma forma imediata, na agressão física. No entanto, não é preciso ser agredida fisicamente, para se estar numa relação violenta. Algumas palavras e atitudes magoam, destroem a auto estima e corroem-nos de uma forma indiscritível, deixando na sua grande maioria, danos irreparáveis.
A violência psicológica, é uma forma de violência que, por ser subjectiva é muitas vezes desconsiderada por quem a vive, sendo os seus sinais, por vezes, difíceis de identificar. Esta é um tipo de violência que, no seio de uma relação, se mascara de ciúmes, controlo, ironia, humilhação, ofensas, rejeição, depreciação, desrespeito, entre outros.
Não só é uma situação grave e intolerável, como quando permitida, têm tendência a piorar para agressões maiores. Verdade é que, este tipo de prática não deixam danos “visíveis”, e por isso, à semelhança da agressão física, a vítima tem vergonha de expor tal situação, isolando-se e por isso, tornando mais difícil de ser identificada e ajudada.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) “alguns estudos nacionais mostram que até 70% das mulheres já foram vítimas de qualquer tipo de violência por parte de um parceiro íntimo”
Como identificar? A violência psicológica acontece quando...
O seu parceiro/a insiste em tentar determinar e controlar qual a sua forma de pensar, agir, vestir e expressar-se;Critica-a/o constantemente por alguma coisa que faça ou em relação ao seu corpo/aspecto físico, por vezes em tom de “brincadeira”;Manipula e força-a a afastar-se dos seus amigos e/ou familiares, utilizando argumentos como “eles não prestam” e/ou “não querem saber de ti”;A expõe a situações humilhantes em público;A impede de ser você mesma
Consequências Psicológicas:
Dificuldade em confiar em novos parceiros, criar laços e estabelecer relações interpessoais;Perturbações de Ansiedade, Ataques de Pânico;Angústia;Baixa auto estima;Irritabilidade;Depressão;Sentimento de incapacidade e/ou culpa;Sensação de vazio;Isolamento socialTentativa de suicidio.
Por isso, é necessário que não se deixe passar em branco, qualquer tipo de comportamento ou atitude deste género, na esperança que tenha sido apenas uma vez, acredite, foi e será sempre uma vez.
Caso se identifique ou tenha conhecimento de alguém que esteja a passar por este tipo de situações, não ignore. Procurar ajuda é fundamental e existem entidades competentes onde o pode fazer. Não está, nem precisa de passar por isso sozinho.
“Amor que é amor, não dói”
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Quantos de nós somos "Capuchinhos Vermelhos"?]]>Raquel M Ferreirahttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2017/07/06/Quantos-de-n%C3%B3s-somos-Capuchinhos-Vermelhoshttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2017/07/06/Quantos-de-n%C3%B3s-somos-Capuchinhos-VermelhosThu, 06 Jul 2017 12:03:00 +0000
Temos muitas vezes a necessidade de ajudar os outros, colocando o nosso bem estar em segundo plano. Será esta atitude a mais acertada? Pensar nos outros, entregarmo-nos a cem por cento? No momento em que descuramos de nós próprios, então a resposta é definitivamente, não.
Este comportamento advém muitas vezes da tentativa excessiva que temos em agradar os demais, sendo o espelho de uma auto estima ferida. Colocarmo-nos em primeiro lugar não é, nem tem de ser rotulado de egoísmo, até porque só conseguimos verdadeiramente ajudar e dar nós se estivermos bem certo? Então chamemos-lhe amor próprio.
Já ouviu falar no complexo do “capuchinho vermelho”? Pois bem, este traduz-se precisamente nesta necessidade excessiva (patológica por vezes) de agradar os outros. Porquê “capuchinho vermelho”? Recorde-se da história. Uma menina que entra na floresta sozinha, exposta a vários perigos com um único objectivo, ajudar a sua avó.
Claro que, para ajudar os outros nos dias de hoje não precisamos de entrar em florestas ou andar por becos sombrios. O perigo que vos falo aqui, não é ele declarado e tão explicito, mas continua a existir. Falo do perigo de anularmos o nosso EU. Quando damos, fazemos ou gostamos mais dos outros, esquecemo-nos de nós, do que nos faz falta e das nossas vontades.
Quando vivemos a nossa vida, assumindo a capa de chapeuzinho vermelho na vida dos outros, priorizando os seus problemas e necessidades, não só os queremos verdadeiramente ajudar, como inconscientemente procuramos amor, bem como satisfazer a nossa necessidade de aprovação. O certo é que, sempre que isso não acontece atropelamos a nossa auto estima, sentimo-nos desvalorizados, tristes e frustrados.
Quantas vezes pensa “faço tudo para os outros e quando preciso não tenho ninguém” ou “tantas pessoas e sinto-me sozinho”? Acontece muitas vezes? Se sim, é porque dá demasiado aos outros, e nada a si. Ao fazê-lo tem a esperança que eles retribuam de volta (carinho, afecto, reconhecimento), preenchendo o vazio que sentimos (inconsciente ou não).
Podemos e devemos dar, mas na medida certa. Qual a medida certa perguntar-se-á. Aquela em que damos sem esperar nada em troca, sem medo de não ser aceite. Dar sem receio, sem a expectativa de se um dia aquela dará na mesma medida.
É importante conhecer-se, olhar para si verdadeiramente e reflectir sobre aquilo que lhe faz verdadeiramente falta. Qual a sua vontade? O que precisa? O que pode fazer por si própria?
Estas são perguntas que se deve fazer. Porque apenas nós somos responsáveis pela nossa felicidade e pela nossa vida, e sendo esse um aspecto tão importante não devemos delegar esta responsabilidade nas mãos de ninguém.
Olhar para dentro é uma tarefa difícil, exige trabalho, motivação, paciência, tempo e capacidade de resiliência, mas se nos queremos ajudar então, é imperativo que o façamos. Lembre-se que não podemos amar ninguém quando não nos amamos e valorizamos, quando não estamos bem connosco próprios.
Precisamos de assumir um compromisso sério connosco e só assim seremos realmente felizes. Sabe porquê? Porque escolhemos ser felizes, e essa decisão não depende de mais ninguém.
Vamos ser felizes? ;)
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Síndrome "Ninho Vazio"]]>Raquel M Ferreirahttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2016/05/08/What-Causes-Sleep-Anxietyhttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2016/05/08/What-Causes-Sleep-AnxietySun, 07 May 2017 13:25:00 +0000
O processo de desenvolvimento é composto por várias fases importantes. Ao longo da nossa existência, vamos crescendo e desenvolvendo-nos, de forma a nos podermos assumir como pessoas melhores e mais adultas. Durante o período da adolescência já se ouve falar em independência, saídas de casa e afins, ainda que não se dê grande importância.
De facto, chega a uma fase da vida em que é imperativo deixar que os nossos filhos, sigam o seu caminho. No entanto, por muito que se saiba que este é um processo normal e necessário, é também um momento difícil para os pais.
Síndrome do “Ninho Vazio”, é uma condição psicológica que afecta maioritariamente as mulheres, e que apresenta sintomas depressivos associados à saída de casa de um filho. É pontual, acontecendo num determinado momento da nossa vida. Inicia-se no instante da separação, e finda quando existe o estabelecimento de uma nova ordem familiar.
Sabe-se que, normalmente o “abandono” do lar por parte dos filhos, acontece numa fase menos positiva para a mãe, uma vez que coincide com outros acontecimentos da sua vida, que nem sempre, são fáceis de gerir.
Muitas vezes, a saída acontece na mesma altura da menopausa, na altura da reforma ou de outros marcos importantes, onde a mãe se sente mais envelhecida, existem alterações ao nível da auto estima, alterações na imagem e emocionalmente estão mais instáveis.
Por isso é muito importante nesta fase de transição, que ocorra uma mudança de papéis, e que os filhos ajudem os pais neste processo, de forma a que este, seja o menos doloroso possível.
Pais, o que fazer?
Preparar Partida - Encare desde cedo que este é um processo natural, e que por isso, deve fazer como em todos os momentos da vida do seu filho, parte dele. Ajude-o nesta fase, faça parte do processo, apoie as suas decisões. Não deixe que essa saída seja motivo de desentendimento;
“Lentes Positivas” - Tenha um olhar e pensamento positivo, não se foque na tristeza. Pense que esta fase é uma altura importante e marcante para o seu filho. Agora será mais responsável, construirá o seu caminho, a sua vida e contará com o seu apoio e experiência de vida, nas alturas mais difíceis;
Explorar Novas Formas de Relacionamento - Apesar do seu filho ter saído de casa, ele continuará a fazer parte da sua vida e você da dele. É normal que nos primeiros tempos seja estranho chegar a casa e não o ter lá, mas arranje alternativas. Estabeleça a melhor hora para lhe ligar ou combine um dia que seja vosso e possam beber um café, almoçar ou outra coisa qualquer que gostem;
Aceite Apoio - Não se faça de forte. Assumir que se precisa de ajuda é o primeiro passo para a mudança. Afinal, é normal que sinta um misto de emoções, por um lado está feliz por ele, por outro, triste por si. Converse com alguém sobre isso, exponha os seus sentimentos e procure ajuda;
Comece a Olhar para as suas Necessidades - Á primeira vista pode parecer complicado, afinal, dedicou toda a sua vida aos seus filhos e nos últimos anos viveu para eles. Agora é altura de voltar a olhar para si, de pensar em si, naquilo que precisa e há muito tempo não tem, seja privacidade, mais tempo, novos objectivos. Já não tem desculpa para não comprar aquela peça de roupa, ir jantar fora ou inscrever-se naquele curso que até lhe chama a atenção. Agora a conta da luz, da água e do gás até vão ser mais baratas, por isso aproveite e faça alguma coisa que goste;
Redescrubra o Amor da Sua Vida - No caso de viver com o seu companheiro, aproveite agora para dedicar mais tempo a essa relação, que no meio de tantos afazeres talvez se tenha perdido. Vive sozinha? Então, redescubra-se. À quanto tempo não olha verdadeiramente para si? De que gosta? O que a faria feliz? Quem é?
“ Devemos aceitar e encarar esta fase como um recomeço, não só para eles que sairão em busca de novos desafios e experiências, mas também para nós pais, como um novo conceito de vida e novas perspectivas ”
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Divorciaste-te? De quem?]]>Raquel M Ferreirahttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2016/05/08/How-to-deal-with-big-changes-in-your-lifehttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2016/05/08/How-to-deal-with-big-changes-in-your-lifeThu, 06 Apr 2017 13:26:00 +0000
O conceito de família é várias vezes referido na nossa sociedade, e todos nós de alguma forma procuramos construir a nossa ao longo da nossa vida, é um processo que faz parte. No entanto, a longo prazo, nem sempre tudo corre como esperávamos e idealizámos, e nessa altura, fala-se em divórcio e separação, em prol de um bem estar que desejamos e precisamos.
Não é fácil, mas muitas vezes necessário. Torna-se ainda mais complicado quando existem filhos, e muitas vezes, essa mesma razão é aquela que nos faz adiar, repensar. Mas será uma boa alternativa? Na maior parte das vezes não.
O processo de divórcio é uma experiência marcante em qualquer família, envolvendo várias fases e processos de decisão, e de onde, advêm múltiplos impactos que é preciso ter em conta, não para nos fazer desistir de sermos felizes, mas para que possamos fazer as coisas da melhor forma possível.
Impactos do Divórcio:
1. Divórcio Emocional - Esta é a primeira fase do processo de divórcio, é a fase de consciencialização de que algo não está bem. Surge quando pensamos mais no negativo que tal relação provoca, do que em aspectos positivos;
2. Divórcio Legal e Económico - Quando surge a decisão e a mesma passa a oficial, é a altura de por em prática os procedimentos legais, implicando um divórcio financeiro (partilha de bens, pensão de alimentos, entre outros). Este processo, afigura-se complicado pelas dificuldades que muitas famílias passam e pela dependência económica de muitos casais. Ainda assim é importante encararmos este processo como uma nova aprendizagem e aquisição de novas competências financeiras;
3. Divórcio Parental - Nesta fase é importante pensar que nos estamos a divorciar de um companheiro/a, mas não dos nossos filhos, sendo que esta deve ser uma ideia clara entre o casal, de forma a evitar zangas e conflitos prejudiciais às crianças, que, pelas discussões, erradamente se colocam em causa, desenvolvendo sentimentos de culpa, sofrimento psicológico e elevados níveis de stress;
4. Divórcio Comunitário - A justificação, o reviver e o contar aos outros encontra-se aqui implícito. Nesta fase existe por vezes, receio de determinada posição que os outros vão tomar em relação ao casal. Existirá cortes relacionais e afastamentos, e é preciso saber aceitar e encarar essa realidade como normal;
5. Divórcio Psicológico - Esta é a fase de aceitação, adaptação e reestruturação de nossa identidade. É o largar tudo o que já foi e recomeçar uma nova vida. É a altura de olharmos para nós mesmos e perceber aquilo que nos faz falta, aquilo que à muito deixamos de fazer e que tanto nos faz sentir felizes e realizados.
Quando o casal tem filhos, e se fala em divórcio surge quase de forma imediata “e os miúdos?”. Claro que devemos pensar neles, e esse é um assunto delicado e importante.
Ainda assim, é importante falar no processo de divórcio psicológico, na necessidade e importância de existir um momento para cada membro do casal, de forma a que, cada um tenha o seu espaço para lidar, pensar, organizar e desenvolver novas estratégias.
Esta fase é de extrema importância, na medida em que, é necessário haver tempo para cada um fazer o seu processo de luto de uma relação em que se apostou, se deu e que terminou.
Simultaneamente a este processo, temos de pensar na melhor forma de darmos a notícia e explicarmos às crianças, como será tudo daqui em diante.
Como conto?
1. Dar a notícia em conjunto. O casal deve estar presente na altura em que se conta à criança, explicando o motivo da separação e adequando o discurso à capacidade de compreensão da mesma. Não tenham medo de expor a situação, explicar os porquês nem de responder a perguntas, isso evitará pensamentos errados por parte da criança como “os meus pais já não gostam de mim”;
2. Esta é uma altura em que se deve ser calmo e assertivo, não discutir ou apontar culpados é fundamental. Aqui deve-se passar à criança a ideia clara de que a relação que existe com a mesma não se alterará em função deste acontecimento, que continuarão a estar e fazer planos em conjunto;
3. É normal que a criança não reaja de forma imediata aquilo que lhe está a ser dito. Respeite esse espaço, incentivando e permitindo a expressão de sentimentos, de forma a que seja possível trabalhar esses mesmos sentimentos de forma adequada;
4. Não se precipite em dizer-lhe com quem irá viver e como será daqui para a frente. Quanto mais se diz, mais informação a criança terá de assimilar e gerir. Espere pelo tempo certo para o fazer;
5. No caso de haver mais que uma criança, não demonstre preferências. É bom que as crianças fiquem juntas, pois será mais fácil a partilha entre eles de sentimentos e pensamentos
6. Mantenha determinadas rotinas de forma a que o impacto seja o menor possível na estabilidade da criança e apesar das divergências dialoguem, de forma a que as regras sejam cumpridas em ambos os lados, sob pena de um não ser mais benevolente que o outro.
Não é um processo fácil, mas não precisa de passar por isso sozinho. Procure conversar com alguém, arranje tempo para si e para os seus pensamentos, para se organizar. Não se prive de ter a felicidade o bem estar que merece.
“ A separação dos pais não implica o desnecessário sofrimento dos filhos ”
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Perdi... e agora? - Processo de Luto]]>Raquel M Ferreirahttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2016/05/08/10-ways-to-destress-after-a-long-work-weekhttps://www.raquelferreira.pt/post-unico/2016/05/08/10-ways-to-destress-after-a-long-work-weekWed, 01 Mar 2017 14:21:00 +0000
Já todos perdemos alguém ou alguma coisa. Infelizmente este é um processo normal e parte integrante do ciclo de vida, com o qual temos que lidar. Mas o que é exactamente o processo de luto? O luto é uma reacção emocional a uma perda significativa, sendo este um processo necessário para o preenchimento do vazio.
Quando se fala em perda, implica não só a vivência de uma morte, como de sonhos, objectivos, planos, emprego, separação, entre outros. Perder significa, deixar de ter algo, dando lugar a um vazio que precisamos de preencher.
O processo de perda nunca é fácil, e, muitas vezes, a ele vem associado medos e angústias que nos impossibilitam de o ver como um processo natural. É importante perceber que todos nós somos diferentes, e por isso, reagimos e operamos de forma diferente em determinadas situações, sendo que não existe uma forma mais correcta do que outra.
Fases do Processo de Luto:
Fase de Choque e Negação - Esta fase é marcada pela descrença da perda, uma sensação de que aquilo que se vive não é real. A fase da negação, é a não aceitação da dor, surgindo como uma defesa; Pensamentos Comuns: "Isto não é real" "vai passar"
Fase de Protesto / Raiva - É caracterizada por emoções fortes, por sofrimento psicológico e pelo aumento da agitação física. Nesta altura, podem manifestar-se sentimentos de raiva e culpa contra si próprio (por não ter conseguido fazer mais nada) ou contra outros significativos; Pensamentos Comuns: "Não é justo" "Porquê eu?" "tudo me acontece" "Eu devia ter feito / ter ligado mais" "A Culpa é minha"
Fase de Desespero - Associa-se a momentos de apatia e sintomas depressivos, podendo levar ao isolamento social e a um desinvestimento nas actividades diárias, aumentando o desinteresse, as dificuldades de concentração e os sintomas físicos (insónias, perda de peso e de apetite, entre outras) Pensamentos Comuns: “Não vou aguentar” “Não sei lidar com isto” “Nunca mais vai ficar tudo bem”
Fase de Reorganização - Esta é a última fase do luto. É o momento da aceitação da perda sem desespero ou negação. Nesta fase, o espaço vazio deixado pela perda é preenchido, sendo um processo que está dependente da capacidade que a pessoa tem em mudar a perspectiva e preencher o vazio. Pensamentos Comuns: “Não é o fim do mundo” “Eu sei que foi melhor assim” “Vou conseguir aprender com isto”
Estas são as fases normais do processo de luto, no entanto, as mesmas não têm de ocorrer pela ordem descrita, e existem casos, em que não estão presentes todas as fases.
Este processo depende de pessoa para pessoa, da faixa etária, do tipo de vinculação existente e das causas e circunstâncias de cada perda. Depende também da estrutura emocional de cada um, das vivências e da capacidade para lidar com perdas.
Quanto à duração do processo, não existe uma resposta conclusiva. Ainda assim, sabe-se que a fase que dura mais tempo, é a fase de desespero, ou seja, a fase associada a sintomas depressivos e sofrimento psicológico.
A psicoterapia poderá auxiliar o indivíduo no decorrer deste processo, na medida em que é um espaço no qual o paciente pode expressar a sua dor, ao mesmo tempo que promove o desenvolvimento de mecanismos internos que permitem superar as fixações ou bloqueios, com vista à aceitação da perda e a um reposicionamento no mundo real (Parkes, 1998)
Como lidar com a perda (Algumas sugestões):
Aceite - O primeiro passo é aceitar. É entender aos poucos que, nada podemos fazer para mudar o presente. Aceitar facilita o processo de transformação da tristeza num sentimento positivo e de aprendizagem;
Conversar - Outra coisa importante durante este processo, é conversar com alguém sobre a dor. Desabafar com alguém acerca dos seus sentimentos e pensamentos, não se isolando. Não precisa de passar por isso sozinho/a;
Desapego - O próximo passo é tentar iniciar o desapego de tudo que envolve a perda. Este não é um processo fácil, mas é necessário. Tente retirar o foco da dor e transferir isso para algo novo. Ou seja, ao invés de perguntar “porquê eu?” pergunte-se “porque não a mim?”;
Lembranças positivas - valorizar o que foi vivido antes da perda ajuda a lidar com a dor da situação. Que coisas boas existiram antes da perda? São esses momentos que têm e devem ser valorizados;
Presente - Viva o presente e envolva-se com novas ideias, pessoas e projectos que ajudem a reforçar o sentido positivo da vida, e que sejam aliadas na hora de deixar a dor da perda no passado.
“ Ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para esculpir a serenidade. Usar a dor para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência “
Augusto Cury
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