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Época Natalícia VS Ansiedade e Depressão

  • 14 de nov. de 2018
  • 3 min de leitura

Chega Novembro e já se começa a fazer sentir a época natalícia. As luzes invadem a cidade, as pessoas centros comerciais.

As conversas giram em torno de onde se vai passar a meia noite este ano, o que é preciso comprar, o que se vai oferecer.

O natal é um período festivo, conhecido por reunir as famílias à volta da mesa. Mas a verdade é que nem todos sentem esta época desta forma por condicionantes e desafios da vida de cada um.

Para muitas pessoas, o natal é sentido como um momento de solidão e insegurança. Surgem as memórias de entes queridos que já partiram, lembranças de infância e a falta de bom convívio familiar é também o principal motivos para um momento de vulnerabilidade e dor emocional.

De acordo com alguns estudos, Portugal é o país da Europa com a taxa de depressão mais elevada. Estima-se que são diagnosticados 400 000 mil novos casos por ano, entre os 18 e os 65 anos de idade.

Esta patologia é uma doença biológica que afecta o cérebro e o corpo, não sendo apenas um mero mau estar ou um estado de espírito passageiro.

Tem tratamento cuja taxa de sucesso ronda os 70-80%. Sabe-se que, um terço dos portugueses com depressão não estão a receber o devido tratamento e por isso, o nosso papel enquanto sociedade deve ser o de estar atento a estas questões.

Com a chegada a dezembro, período onde existe uma maior tendência ao isolamento e, onde as dificuldades financeiras se realçam, algumas condições pode agravar-se.

O que fazer?

1 – Cuide de si! Mime-se, valorize-se e não se isole. Sei que por vezes a vontade não é muita (para não dizer nenhuma), mas é importante que contrarie essa vontade de estar sozinho/a. Rodei-se daqueles de que gosta;

2 - Faça mais exercício: A prática de actividade física liberta serotonina, a enzima da felicidade e prazer;

3 – Contrarie os maus hábitos: O corpo leva quase um mês a deixar um hábito, seja uma rotina de sedentarismo, uma alimentação com níveis altos de açúcar, ou mesmo o isolamento. Inscreva-se num novo hobbie, faça caminhadas ou até voluntariado;

4 – Evite locais de confusão: mantenha-se longe de tudo o que pode despoletar uma maior crise de ansiedade, ao invés disso, procure criar os seus próprios presentes de natal em casa ou compre online;

5 – Repense a sua alimentação: O seu estado emocional também é influenciado pela alimentação e vice versa. Ao escolher os ingredientes e nutrientes adequados, poderá estimular a produção de serotonina, dopamina ou noradrenalina, que funcionam como tranquilizantes naturais, sendo agentes de motivação, boa disposição e energia;

6 - Está triste? Sente-se sem forças? Não está a conseguir encontrar uma saída? Não faz mal, está tudo bem. Reconhecer que não se está bem é um excelente ponto de partida! Procure ajuda, ou peça a alguém que a ajude a encontrá-la;

7 - Escreva sobre coisas felizes. Pense na sua vida, mas com outras lentes. Com calma e respeitando o seu tempo, sugiro-lhe que pense e escreva sobre as suas conquistas, os momentos felizes pelos quais passou. O difícil não é impossível e eu sei que consegue fazê-lo! Força!

Não precisamos de caminhar sozinhos nesta aventura que é a vida. Todos temos os nossos momentos de fragilidade e lidamos com ele da melhor forma que sabemos e conseguimos.

A depressão e ansiedade não são momentos de fraqueza, não são escolhas. São desafios que a vida nos coloca e que somos obrigados a dar a volta.

Se está a passar por um desafios destes não deixe de procurar ajuda. Já experimentou ACREDITAR em SI? Tente! Não faz ideia do que É CAPAZ!"

Escreva-me, quero saber de si!

raquelferreira.psicologia@gmail.com

+351 211 317 783 | +351 919 606 321

2 comentários


Mitchel
Mitchel
19 de mai.

Adorei a forma como você desvendou as camadas da época natalícia neste post. Muitas vezes, celebramos essa temporada com um véu de otimismo superficial, esquecendo que, para muitos, ela pode ser um período de introspecção profunda, e até mesmo de apreensão. Sua abordagem, que vai além do clichê festivo e mergulha nas nuances psicológicas, foi muito bem colocada. Eu mesmo já me peguei sentindo essa dualidade, uma alegria esperada que convive com uma melancolia sutil. É realmente mais complexo do que parece à primeira vista. Fiquei curioso, você pretende explorar outros aspectos desse tema em posts futuros? Acredito que há ainda muitos recursos e reflexões valiosas a serem compartilhadas sobre como navegar por essa época com mais consciência e bem-estar.…


solverde

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Grady
Grady
13 de abr.

Olá! Adorei seu post sobre a época natalícia e a ansiedade. Você tocou num ponto crucial que nem sempre é discutido abertamente. Sinceramente, minha experiência com essa época do ano tem sido muito similar à sua. A expectativa de alegria e união, que deveria ser natural, muitas vezes se transforma numa pressão que gera o oposto. Essa dualidade é algo que sempre me fez refletir. A sua observação sobre como a "época natalícia" pode depender tanto do contexto pessoal é muito pertinente. Para alguns, é um período de celebração genuína; para outros, um gatilho para sentimentos difíceis. A parte sobre como lidar com essas emoções foi realmente bacana e me deu novas perspectivas. Você compartilhou isso de forma tão autêntica…


estorilsol

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